2009...esse é o ano no qual as novas regras da gramática entram em vigor...
Todo mundo com os nervos à flor da pele (com crase) por ter que aprender algo novo...
Confesso que não é nada fácil pra mim ser uma antissocial assim, sem hífen... ele dava todo um charme na palavra... Aposto que assim como eu, milhares de pessoas irão querer sair dessa vida por ser visivelmente feio nos dois sentidos...
Essa mudança na língua portuguesa está pondo em evidência uma velha conhecida da Psicologia, que é a RESISTÊNCIA. No tratamento analítico, ela é aquilo que se opõe à associação livre e ao progresso do tratamento. Um verdadeiro obstáculo...
Imaginem só, aqueles grandes mestres que estão quase deixando a vida para entrar na história revendo todo um conceito de escrever... é um pouco desconfortável...
Eu particularmente estou enfrentando resistência em escrever PARANOIA sem o acento agudo. Na minha opinião, a ausência do acento faz com que a palavra deixe, em parte, de significar uma patologia. É como se ela perdesse um pouco de seu significado. Hoje posso perceber o quanto a palavra escrita influencia no modo de concepção do significado.
Falando nisso, essa coisa de significado sempre me remete a Lacan e não a Aurélio, como para a maioria das pessoas do Brasil... a concepção muda de acordo com o objetivo e formação... não há como negar esse fato... (eu sei que esse foi um parágrafo solto, sem grande contribuição para o texto, mas ele tinha que existir e estar aqui. Não estou fazendo uma redação para o vestibular...)
Apesar de ter que me adequar às novas regras, o que não é um bicho de 7 cabeças, poderei contar para a geração futura que vivi na época em que a escrita era diferente e aquelas pessoas pensarão o que hoje equivale a um “cara, tipo assim, o povo da antiga viajava escrevendo com hífen e acento essas palavras. Tipo, nada a ver, é tão mais fácil dessa forma... Trema? O que é isso? Pra mim é a conjugação do verbo tremer no modo subjuntivo ou imperativo afirmativo...
Uma coisa de bom é que temos até o ano de 2012 para a adequação das novas regras. Eis que fica a pergunta no ar: escrevo minha monografia à moda antiga ou não?
Como já dizia Raul Seixas, “eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Que isso também sirva para as novas regras. Não é impossível se adequar. Ao longo dos anos foi assim... senão, onde estaria a validade da Lei de Seleção Natural de Darwin??? Os que se adaptaram, puderam sobreviver. E é assim que funciona em todos os aspectos de nossa vida.
Essa mudança em minha concepção, não teve muito sentido, mas já está feita!
Existe uma coisa platônica, de mundo real e mundo das ideias. Minhas idéias, NO MUNDO DAS IDÉIAS sempre terão o acento agudo... já no real, nenhum problema de suprimir essa coisinha magrinha, fofa e fashion que ficava logo ali em cima do "e".
Vou parar por aqui... acho que já falei baboseira demais, mas apesar disso, puderam perceber a interdisciplinaridade no texto? Rs.
Perdão aos professores de língua portuguesa, entusiastas da mesma ou estudantes de Letras se escrevi algo de errado. Não esqueçam de levar em consideração o nome do blog: PÉROLAS DE PSI...
Se quiserem mandar comentários, ideias (sem acento – O Word está corrigindo...) e esculachos, fiquem à vontade...
Até a próxima!