Deixem o Google dominar...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Dupras Farvoritas" Parte III


Quem é (dá) o susto "entre a multidão"???

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Dupras Farvoritas" Parte II


A Matemática e a Psicologia de mãos dadas... que emoção...

"Dupras Farvoritas"


Adoooooooooro os dois...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Reflexões sobre O Catador...

Fui na formatura da minha prima querida e lá, a professora homenageada leu o seguinte poema (ou crônica, não sei...) de Manoel de Barros:

O Catador

Um homem catava pregos no chão.
Sempre os encontrava deitados de comprido,
ou de lado,
ou de joelhos no chão.
Nunca de ponta.
Assim eles não furam mais - o homem pensava.
Eles não exercem mais a função de pregar.
São patrimônios inúteis da humanidade.
Ganharam o privilégio do abandono.
O homem passava o dia inteiro nessa função de catar pregos enferrujados.
Acho que essa tarefa lhe dava algum estado.
Estado de pessoas que se enfeitam a trapos.
Catar coisas inúteis garante a soberania do Ser.
Garante a soberania de Ser mais do que Ter.

Achei bem profundo... a formatura era de Pedagogia. Essa é a função do educador, assim como do psicólogo: dar valor à coisas que para a sociedade são insignificantes;

Dar crédito ao outro, não ignorá-lo. Perceber a capacidade, incentivar, motivar a pessoa fazendo-a enxergar que a vida tem um grande valor e ela, apesar de não reconhecer, se sentir inferior, tem um valor maior ainda diante da vida.
As profissões de Educador, assim como a de Psicólogo em minha opinião, não são bem remuneradas como deveriam. Mas os que tem grande paixão pelo que faz, não se importam...

Ajudar o outro a se superar, seja em qual sentido for, "garante a soberania de Ser mais do que Ter", como já dizia o texto...

No poema é possível perceber que se dá um grande valor à simplicidade...

Parabéns ao autor pela sensibilidade e à professora pelo bom gosto.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sobre o Acordo Ortográfico...

2009...esse é o ano no qual as novas regras da gramática entram em vigor...

Todo mundo com os nervos à flor da pele (com crase) por ter que aprender algo novo...


Confesso que não é nada fácil pra mim ser uma antissocial assim, sem hífen... ele dava todo um charme na palavra... Aposto que assim como eu, milhares de pessoas irão querer sair dessa vida por ser visivelmente feio nos dois sentidos...

Essa mudança na língua portuguesa está pondo em evidência uma velha conhecida da Psicologia, que é a RESISTÊNCIA. No tratamento analítico, ela é aquilo que se opõe à associação livre e ao progresso do tratamento. Um verdadeiro obstáculo...

Imaginem só, aqueles grandes mestres que estão quase deixando a vida para entrar na história revendo todo um conceito de escrever... é um pouco desconfortável...

Eu particularmente estou enfrentando resistência em escrever PARANOIA sem o acento agudo. Na minha opinião, a ausência do acento faz com que a palavra deixe, em parte, de significar uma patologia. É como se ela perdesse um pouco de seu significado. Hoje posso perceber o quanto a palavra escrita influencia no modo de concepção do significado.

Falando nisso, essa coisa de significado sempre me remete a Lacan e não a Aurélio, como para a maioria das pessoas do Brasil... a concepção muda de acordo com o objetivo e formação... não há como negar esse fato... (eu sei que esse foi um parágrafo solto, sem grande contribuição para o texto, mas ele tinha que existir e estar aqui. Não estou fazendo uma redação para o vestibular...)

Apesar de ter que me adequar às novas regras, o que não é um bicho de 7 cabeças, poderei contar para a geração futura que vivi na época em que a escrita era diferente e aquelas pessoas pensarão o que hoje equivale a um “cara, tipo assim, o povo da antiga viajava escrevendo com hífen e acento essas palavras. Tipo, nada a ver, é tão mais fácil dessa forma... Trema? O que é isso? Pra mim é a conjugação do verbo tremer no modo subjuntivo ou imperativo afirmativo...

Uma coisa de bom é que temos até o ano de 2012 para a adequação das novas regras. Eis que fica a pergunta no ar: escrevo minha monografia à moda antiga ou não?

Como já dizia Raul Seixas, “eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Que isso também sirva para as novas regras. Não é impossível se adequar. Ao longo dos anos foi assim... senão, onde estaria a validade da Lei de Seleção Natural de Darwin??? Os que se adaptaram, puderam sobreviver. E é assim que funciona em todos os aspectos de nossa vida.

Essa mudança em minha concepção, não teve muito sentido, mas já está feita!

Existe uma coisa platônica, de mundo real e mundo das ideias. Minhas idéias, NO MUNDO DAS IDÉIAS sempre terão o acento agudo... já no real, nenhum problema de suprimir essa coisinha magrinha, fofa e fashion que ficava logo ali em cima do "e".

Vou parar por aqui... acho que já falei baboseira demais, mas apesar disso, puderam perceber a interdisciplinaridade no texto? Rs.

Perdão aos professores de língua portuguesa, entusiastas da mesma ou estudantes de Letras se escrevi algo de errado. Não esqueçam de levar em consideração o nome do blog: PÉROLAS DE PSI...

Se quiserem mandar comentários, ideias (sem acento – O Word está corrigindo...) e esculachos, fiquem à vontade...

Até a próxima!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sobre o Amor...

Tenho visto tantos amigos e colegas se lamentando por não ter um amor, eles dizem ter uma espécie de 'azar' rondando suas vidas; nada dá certo... quando parece que isso mudará, vem a decepção...

Estava pensando: será que eles estão procurando a pessoa certa? O amor é algo que transcende a beleza, é maior que toda riqueza... estariam eles "apostando suas fichas" por pessoas que realmente valham a pena?

Eles dizem que, apesar dos amigos, da companhia deles, sentem um vazio... O que fazer?

Também já me senti assim... felizmente deixei os preconceitos de lado e permiti que o amor verdadeiro falasse mais alto. O resultado é esse: estou extremamente feliz! Claro que não é nenhum mar de rosas sempre, mas as diferenças e dificuldades que temos são superadas pelo nosso amor. (Que coisa fofa, né? Quem diria que um dia ficaria assim?) :)

Existe um texto de Carlos Drummond de Andrade que gostaria de deixar postado aqui... ele me "libertou" das falsas ilusões e aí pude compreender o significado de meus sentimentos.

É bem bonito...


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

domingo, 28 de dezembro de 2008

V de Vingança em: Trabalho de Ética Cristã



Pra início de post: Quem não viu o filme,
NÃO LEIA!!!

Pra quem viu, podem comentar... (e criticar pq eu vou contar o filme...)

Minha facul, por ser Católica, obriga os alunos a fazerem disciplinas religiosas.
Esse trabalho eu fiz em Ética Cristã...

O objetivo do mesmo foi ver um filme de nossa preferência, fazer um resumo dele, analisar o comportamento ético de 3 personagens, abordar as questões éticas do filme e trazer uma conclusão...

Gostaria de dividí-lo aqui.

Lá vai, hein...

Ah! Antes de começar gostaria de deixar como comentário pessoal, que achei o filme sensacional... ele é um palavrão... Rs.


V de Vingança é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore que foi publicada na década de 1980.
O filme foi produzido pelos Irmãos Wachowski, os mesmos criadores de Matrix, que procuraram uma nova ótica para o graphic novel (romance gráfico) de Moore, sem descaracterizar o mesmo.
Mostra a Inglaterra sob o controle de um regime tirânico, lembrando o livro 1984, de George Orwell.
O filme conta a história de Evey, uma menina que teve seus pais, ativistas políticos, presos por este regime que vigorava quando tinha 12 anos. Ela foi mandada para um reformatório juvenil e lá permaneceu por 5 anos.
Ela desobedeceu ao toque de recolher e saiu de casa, mas não contava ser pega pelos homens-dedo (espécie de agentes do governo). Quando se encontrava em uma situação difícil, de vida ou morte, um homem mascarado de codinome “V” aparece e a salva.
Ele era especialmente habilidoso em combate e destruições.
Tem uma inteligência incrível, realiza ataques terroristas e executa pessoas sem deixar pistas. Inicia uma revolução quando convoca seus compatriotas a erguerem-se contra a tirania e opressão.
Evey descobre a verdade sobre “V” e o porquê dele executar tantas pessoas influentes.
Ela se torna uma revolucionária e não perde a dignidade mesmo na situação-limite de tortura que viveu. Quando ela perdeu o medo da morte, se tornou livre e pode enxergar do que tudo aquilo se tratava.
É uma estória bastante complexa, porém é possível destacar com relativa facilidade, comportamentos éticos de alguns personagens.

Evey era uma menina que trabalhava em um estúdio de TV. Deixa de ter uma vida normal e rotineira e se torna uma revolucionária ao longo do filme.
Algum tempo depois de ter sido salva por V, ela o ajuda, quando ele invade o programa de Prothero - a voz de Londres - e está na mira de um dos agentes do governo quando tenta fugir.
Ela defendeu uma pessoa que ia contra o regime do país, ficou um pouco perturbada e se perguntando o porquê de ter salvo um homem que mal conhecia e tinha um comportamento insano, segundo ela.
Tinha muito medo de ser como seus pais, lutar por um ideal e ser morta, entretanto se mostrou uma pessoa de caráter quando foi capturada e torturada para que fornecesse pistas de quem era V e seu paradeiro, resistindo bravamente até o fim e não contando.
Ficou perplexa quando descobriu que essa tortura era algo que tinha o dedo de V.
Depois pode compreender melhor os motivos do mascarado, pois foi ela mesmo que pediu ajuda a ele para perder esse medo.
V, antes de morrer, deixa nas mãos de Evey a opção de destruir o Parlamento e ela o faz, tocada pelas palavras dele que diziam: “O povo não precisa de um prédio; o povo precisa de esperança”.

V é o protagonista. É altruísta e acha que pode provocar grandes mudanças no governo se fizer o povo perceber que o governo de certa forma perdeu o controle.
É um terrorista intransigente, de grande ambigüidade moral por buscar uma vingança homicida contra todos os que lhe fizeram mal.
É um herói nem sempre bonzinho. Por ser vingativo, acaba por ter seu idealismo político manchado.
V é vingativo, pois foi maltratado mental e fisicamente e depois queimado. Quer cumprir um plano de se vingar, indenizar-se, de certa forma, de todos os que o prejudicaram e a seu ver, prejudicaram a sociedade. É uma espécie de “bondoso vingador”, o que acaba caindo em um certo paradoxo, pois de forma alguma, há como justificar a vingança. Bondade e vingança são atitudes que não se correlacionam.
Ele tinha força em suas idéias, matou em nome delas e morreu defendendo-as. É admirável defender suas idéias até o fim dizendo que liberdade, justiça e igualdade não são somente palavras, e sim perspectivas, entretanto tirar a vida do semelhante por elas é realmente anti-ético.
Uma outra coisa que vai contra a ética era o fato de V roubar suplementos do governo (chanceler), como alimentação e obras de artes importantes, que eram vetadas. Sua fala era: “Eu não roubei; eu retomei”.

Prothero era um apresentador de TV, intitulado “a voz de Londres”. Ele faz um discurso em seu programa que tem uma postura muito anti-ética e tenta influenciar as pessoas.
Chama os EUA de colônia de leprosos porque não têm fé, diz que tudo o que vem de lá é lixo e diz que a sigla EUA significa Estados Ulcerados da Amerdérica.
A frase mais impactante em seu discurso é: “Isligton. Enfield. Eu estava lá. Eu vi tudo. Imigrantes, muçulmanos, homossexuais, terroristas, degenerados infectados. Eles tinham que morrer!”.
Prothero não tem respeito à diferença. É intolerante e quer que as pessoas se convençam com seu discurso.

É complicado dizer se é ou o que é certo ou errado nesse filme.

Uma questão ética muito forte em V de Vingança é que o herói é um terrorista.
Isso mexe um pouco com cada um de nós, pois para alguns, um terrorista é uma pessoa que luta pela liberdade e para outros, é uma pessoa que faz uso da violência física e psicológica causando estragos psicológicos que sempre ultrapassam o número de vítimas que sofreram fisicamente e até foram mortas.

Outro ponto foi a tortura sofrida por Evey. Por mais que ela quisesse perder o medo, V não precisava tê-la submetido à prisão e afogamentos. Existiam outros métodos para que ela pudesse banir este medo. Não precisava ser necessariamente uma tortura.

O fato de V roubar suplementos do governo para sobreviver a toda essa repressão também é um outro ponto. Os fins não justificam os meios.

O governo ter torturado e matado as minorias, como no nazismo, é realmente algo que vai contra os princípios da ética. V e Valerie (que foi morta) sofreram com essa repressão.

V comete homicídio contra todos que contribuíram para sua quase morte e que teve como conseqüência sua pele queimada. Por mais que se sentisse injustiçado, ele não tinha o direito de tirar a vida dos seus semelhantes; não deveria pagar o mal com o mal.

Pode-se concluir que o filme é uma história anti-Holocausto. Faz com que as pessoas reflitam nos dias de hoje a filosofia política de nossa época.
Convida as pessoas a pensarem sobre o que acontece quando o governo pressiona demais e afeta significantemente o modo de pensar de cada um dependendo de como interpreta o filme.
É um filme que mexe com a moralidade das pessoas. Deixam-nas sem saber o que defender, divididas.