
Pra início de post: Quem não viu o filme,
NÃO LEIA!!!
Pra quem viu, podem comentar... (e criticar pq eu vou contar o filme...)
Minha facul, por ser Católica, obriga os alunos a fazerem disciplinas religiosas.
Esse trabalho eu fiz em Ética Cristã...
O objetivo do mesmo foi ver um filme de nossa preferência, fazer um resumo dele, analisar o comportamento ético de 3 personagens, abordar as questões éticas do filme e trazer uma conclusão...
Gostaria de dividí-lo aqui.
Lá vai, hein...
Ah! Antes de começar gostaria de deixar como comentário pessoal, que achei o filme sensacional... ele é um palavrão... Rs.
V de Vingança é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore que foi publicada na década de 1980.
O filme foi produzido pelos Irmãos Wachowski, os mesmos criadores de Matrix, que procuraram uma nova ótica para o graphic novel (romance gráfico) de Moore, sem descaracterizar o mesmo.
Mostra a Inglaterra sob o controle de um regime tirânico, lembrando o livro 1984, de George Orwell.
O filme conta a história de Evey, uma menina que teve seus pais, ativistas políticos, presos por este regime que vigorava quando tinha 12 anos. Ela foi mandada para um reformatório juvenil e lá permaneceu por 5 anos.
Ela desobedeceu ao toque de recolher e saiu de casa, mas não contava ser pega pelos homens-dedo (espécie de agentes do governo). Quando se encontrava em uma situação difícil, de vida ou morte, um homem mascarado de codinome “V” aparece e a salva.
Ele era especialmente habilidoso em combate e destruições.
Tem uma inteligência incrível, realiza ataques terroristas e executa pessoas sem deixar pistas. Inicia uma revolução quando convoca seus compatriotas a erguerem-se contra a tirania e opressão.
Evey descobre a verdade sobre “V” e o porquê dele executar tantas pessoas influentes.
Ela se torna uma revolucionária e não perde a dignidade mesmo na situação-limite de tortura que viveu. Quando ela perdeu o medo da morte, se tornou livre e pode enxergar do que tudo aquilo se tratava.
É uma estória bastante complexa, porém é possível destacar com relativa facilidade, comportamentos éticos de alguns personagens.
Evey era uma menina que trabalhava em um estúdio de TV. Deixa de ter uma vida normal e rotineira e se torna uma revolucionária ao longo do filme.
Algum tempo depois de ter sido salva por V, ela o ajuda, quando ele invade o programa de Prothero - a voz de Londres - e está na mira de um dos agentes do governo quando tenta fugir.
Ela defendeu uma pessoa que ia contra o regime do país, ficou um pouco perturbada e se perguntando o porquê de ter salvo um homem que mal conhecia e tinha um comportamento insano, segundo ela.
Tinha muito medo de ser como seus pais, lutar por um ideal e ser morta, entretanto se mostrou uma pessoa de caráter quando foi capturada e torturada para que fornecesse pistas de quem era V e seu paradeiro, resistindo bravamente até o fim e não contando.
Ficou perplexa quando descobriu que essa tortura era algo que tinha o dedo de V.
Depois pode compreender melhor os motivos do mascarado, pois foi ela mesmo que pediu ajuda a ele para perder esse medo.
V, antes de morrer, deixa nas mãos de Evey a opção de destruir o Parlamento e ela o faz, tocada pelas palavras dele que diziam: “O povo não precisa de um prédio; o povo precisa de esperança”.
V é o protagonista. É altruísta e acha que pode provocar grandes mudanças no governo se fizer o povo perceber que o governo de certa forma perdeu o controle.
É um terrorista intransigente, de grande ambigüidade moral por buscar uma vingança homicida contra todos os que lhe fizeram mal.
É um herói nem sempre bonzinho. Por ser vingativo, acaba por ter seu idealismo político manchado.
V é vingativo, pois foi maltratado mental e fisicamente e depois queimado. Quer cumprir um plano de se vingar, indenizar-se, de certa forma, de todos os que o prejudicaram e a seu ver, prejudicaram a sociedade. É uma espécie de “bondoso vingador”, o que acaba caindo em um certo paradoxo, pois de forma alguma, há como justificar a vingança. Bondade e vingança são atitudes que não se correlacionam.
Ele tinha força em suas idéias, matou em nome delas e morreu defendendo-as. É admirável defender suas idéias até o fim dizendo que liberdade, justiça e igualdade não são somente palavras, e sim perspectivas, entretanto tirar a vida do semelhante por elas é realmente anti-ético.
Uma outra coisa que vai contra a ética era o fato de V roubar suplementos do governo (chanceler), como alimentação e obras de artes importantes, que eram vetadas. Sua fala era: “Eu não roubei; eu retomei”.
Prothero era um apresentador de TV, intitulado “a voz de Londres”. Ele faz um discurso em seu programa que tem uma postura muito anti-ética e tenta influenciar as pessoas.
Chama os EUA de colônia de leprosos porque não têm fé, diz que tudo o que vem de lá é lixo e diz que a sigla EUA significa Estados Ulcerados da Amerdérica.
A frase mais impactante em seu discurso é: “Isligton. Enfield. Eu estava lá. Eu vi tudo. Imigrantes, muçulmanos, homossexuais, terroristas, degenerados infectados. Eles tinham que morrer!”.
Prothero não tem respeito à diferença. É intolerante e quer que as pessoas se convençam com seu discurso.
É complicado dizer se é ou o que é certo ou errado nesse filme.
Uma questão ética muito forte em V de Vingança é que o herói é um terrorista.
Isso mexe um pouco com cada um de nós, pois para alguns, um terrorista é uma pessoa que luta pela liberdade e para outros, é uma pessoa que faz uso da violência física e psicológica causando estragos psicológicos que sempre ultrapassam o número de vítimas que sofreram fisicamente e até foram mortas.
Outro ponto foi a tortura sofrida por Evey. Por mais que ela quisesse perder o medo, V não precisava tê-la submetido à prisão e afogamentos. Existiam outros métodos para que ela pudesse banir este medo. Não precisava ser necessariamente uma tortura.
O fato de V roubar suplementos do governo para sobreviver a toda essa repressão também é um outro ponto. Os fins não justificam os meios.
O governo ter torturado e matado as minorias, como no nazismo, é realmente algo que vai contra os princípios da ética. V e Valerie (que foi morta) sofreram com essa repressão.
V comete homicídio contra todos que contribuíram para sua quase morte e que teve como conseqüência sua pele queimada. Por mais que se sentisse injustiçado, ele não tinha o direito de tirar a vida dos seus semelhantes; não deveria pagar o mal com o mal.
Pode-se concluir que o filme é uma história anti-Holocausto. Faz com que as pessoas reflitam nos dias de hoje a filosofia política de nossa época.
Convida as pessoas a pensarem sobre o que acontece quando o governo pressiona demais e afeta significantemente o modo de pensar de cada um dependendo de como interpreta o filme.
É um filme que mexe com a moralidade das pessoas. Deixam-nas sem saber o que defender, divididas.
Pra quem viu, podem comentar... (e criticar pq eu vou contar o filme...)
Minha facul, por ser Católica, obriga os alunos a fazerem disciplinas religiosas.
Esse trabalho eu fiz em Ética Cristã...
O objetivo do mesmo foi ver um filme de nossa preferência, fazer um resumo dele, analisar o comportamento ético de 3 personagens, abordar as questões éticas do filme e trazer uma conclusão...
Gostaria de dividí-lo aqui.
Lá vai, hein...
Ah! Antes de começar gostaria de deixar como comentário pessoal, que achei o filme sensacional... ele é um palavrão... Rs.
V de Vingança é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore que foi publicada na década de 1980.
O filme foi produzido pelos Irmãos Wachowski, os mesmos criadores de Matrix, que procuraram uma nova ótica para o graphic novel (romance gráfico) de Moore, sem descaracterizar o mesmo.
Mostra a Inglaterra sob o controle de um regime tirânico, lembrando o livro 1984, de George Orwell.
O filme conta a história de Evey, uma menina que teve seus pais, ativistas políticos, presos por este regime que vigorava quando tinha 12 anos. Ela foi mandada para um reformatório juvenil e lá permaneceu por 5 anos.
Ela desobedeceu ao toque de recolher e saiu de casa, mas não contava ser pega pelos homens-dedo (espécie de agentes do governo). Quando se encontrava em uma situação difícil, de vida ou morte, um homem mascarado de codinome “V” aparece e a salva.
Ele era especialmente habilidoso em combate e destruições.
Tem uma inteligência incrível, realiza ataques terroristas e executa pessoas sem deixar pistas. Inicia uma revolução quando convoca seus compatriotas a erguerem-se contra a tirania e opressão.
Evey descobre a verdade sobre “V” e o porquê dele executar tantas pessoas influentes.
Ela se torna uma revolucionária e não perde a dignidade mesmo na situação-limite de tortura que viveu. Quando ela perdeu o medo da morte, se tornou livre e pode enxergar do que tudo aquilo se tratava.
É uma estória bastante complexa, porém é possível destacar com relativa facilidade, comportamentos éticos de alguns personagens.
Evey era uma menina que trabalhava em um estúdio de TV. Deixa de ter uma vida normal e rotineira e se torna uma revolucionária ao longo do filme.
Algum tempo depois de ter sido salva por V, ela o ajuda, quando ele invade o programa de Prothero - a voz de Londres - e está na mira de um dos agentes do governo quando tenta fugir.
Ela defendeu uma pessoa que ia contra o regime do país, ficou um pouco perturbada e se perguntando o porquê de ter salvo um homem que mal conhecia e tinha um comportamento insano, segundo ela.
Tinha muito medo de ser como seus pais, lutar por um ideal e ser morta, entretanto se mostrou uma pessoa de caráter quando foi capturada e torturada para que fornecesse pistas de quem era V e seu paradeiro, resistindo bravamente até o fim e não contando.
Ficou perplexa quando descobriu que essa tortura era algo que tinha o dedo de V.
Depois pode compreender melhor os motivos do mascarado, pois foi ela mesmo que pediu ajuda a ele para perder esse medo.
V, antes de morrer, deixa nas mãos de Evey a opção de destruir o Parlamento e ela o faz, tocada pelas palavras dele que diziam: “O povo não precisa de um prédio; o povo precisa de esperança”.
V é o protagonista. É altruísta e acha que pode provocar grandes mudanças no governo se fizer o povo perceber que o governo de certa forma perdeu o controle.
É um terrorista intransigente, de grande ambigüidade moral por buscar uma vingança homicida contra todos os que lhe fizeram mal.
É um herói nem sempre bonzinho. Por ser vingativo, acaba por ter seu idealismo político manchado.
V é vingativo, pois foi maltratado mental e fisicamente e depois queimado. Quer cumprir um plano de se vingar, indenizar-se, de certa forma, de todos os que o prejudicaram e a seu ver, prejudicaram a sociedade. É uma espécie de “bondoso vingador”, o que acaba caindo em um certo paradoxo, pois de forma alguma, há como justificar a vingança. Bondade e vingança são atitudes que não se correlacionam.
Ele tinha força em suas idéias, matou em nome delas e morreu defendendo-as. É admirável defender suas idéias até o fim dizendo que liberdade, justiça e igualdade não são somente palavras, e sim perspectivas, entretanto tirar a vida do semelhante por elas é realmente anti-ético.
Uma outra coisa que vai contra a ética era o fato de V roubar suplementos do governo (chanceler), como alimentação e obras de artes importantes, que eram vetadas. Sua fala era: “Eu não roubei; eu retomei”.
Prothero era um apresentador de TV, intitulado “a voz de Londres”. Ele faz um discurso em seu programa que tem uma postura muito anti-ética e tenta influenciar as pessoas.
Chama os EUA de colônia de leprosos porque não têm fé, diz que tudo o que vem de lá é lixo e diz que a sigla EUA significa Estados Ulcerados da Amerdérica.
A frase mais impactante em seu discurso é: “Isligton. Enfield. Eu estava lá. Eu vi tudo. Imigrantes, muçulmanos, homossexuais, terroristas, degenerados infectados. Eles tinham que morrer!”.
Prothero não tem respeito à diferença. É intolerante e quer que as pessoas se convençam com seu discurso.
É complicado dizer se é ou o que é certo ou errado nesse filme.
Uma questão ética muito forte em V de Vingança é que o herói é um terrorista.
Isso mexe um pouco com cada um de nós, pois para alguns, um terrorista é uma pessoa que luta pela liberdade e para outros, é uma pessoa que faz uso da violência física e psicológica causando estragos psicológicos que sempre ultrapassam o número de vítimas que sofreram fisicamente e até foram mortas.
Outro ponto foi a tortura sofrida por Evey. Por mais que ela quisesse perder o medo, V não precisava tê-la submetido à prisão e afogamentos. Existiam outros métodos para que ela pudesse banir este medo. Não precisava ser necessariamente uma tortura.
O fato de V roubar suplementos do governo para sobreviver a toda essa repressão também é um outro ponto. Os fins não justificam os meios.
O governo ter torturado e matado as minorias, como no nazismo, é realmente algo que vai contra os princípios da ética. V e Valerie (que foi morta) sofreram com essa repressão.
V comete homicídio contra todos que contribuíram para sua quase morte e que teve como conseqüência sua pele queimada. Por mais que se sentisse injustiçado, ele não tinha o direito de tirar a vida dos seus semelhantes; não deveria pagar o mal com o mal.
Pode-se concluir que o filme é uma história anti-Holocausto. Faz com que as pessoas reflitam nos dias de hoje a filosofia política de nossa época.
Convida as pessoas a pensarem sobre o que acontece quando o governo pressiona demais e afeta significantemente o modo de pensar de cada um dependendo de como interpreta o filme.
É um filme que mexe com a moralidade das pessoas. Deixam-nas sem saber o que defender, divididas.


